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DMN

Nascido na Z. Leste de S.Paulo, no ano de 1989, exatamente no Bairro da Cohab II de Itaquera, o DMN é parte importante da safra de grupos que introduziram o Hip Hop no Brasil não apenas como um instrumento de diversão. Na primeira formação junto com seu fundador LF (compositor - vocalista) também fazia parte do grupo Xis (vocalista entre os anos de 89/97), Slick (DJ)  e Elly (produtor - vocalista). Hoje a Família DMN conta com a participação de mais dois integrantes: Max (vocalista) e Markão II (compositor - vocalista). É a partir do reconhecimento de que cada indivíduo é responsável pela diminuição dos efeitos de problemas como o racismo, machismo e violência e da força que o Hip Hop possui como ferramenta de politização da juventude que são elaboradas as  composições do grupo. E com o olhar voltado para estes problemas no ano de 92 surge a primeira gravação fonográfica do DMN. “Isso Não Se Faz” foi a música lançada na coletânea “Consciência Black, Vol. II”, do selo Zimbabwe Records. Esta composição era uma critica direta aos programas de televisão e suas visões estereotipadas dos descendentes de africanos no Brasil e no Mundo. Convictos da importância do Hip Hop no processo de transformação da sociedade e do longo caminho a ser percorrido para muda-la, os integrantes do DMN definem  canalizar seu potencial artístico na luta contra as injustiças sociais. Seguindo essa filosofia é lançado o primeiro álbum solo do grupo, que levou o nome de “Cada Vez + Preto”, selo Zimbabwe Records, 1993. Este trabalho que sem duvida foi uma grandiosa dose de incentivo e resgate da auto estima do povo preto, teve como ponto alto a exaltação a grandes lideres e personalidades da comunidade tais como Zumbi dos Palmares, Malcolm X, Marcus Garvey, Leci Brandão entre outros. As músicas de destaque deste álbum foram: “4P”, “Como Pode Estar Tudo Bem”, “Mova-se” e “AFORMAORIGINALMENTAL”, esta ultima com video clip gravado pela Adrenalina Filmes e ganhador da Medalha de Bronze na Premiação Colunistas de Produção – 1995. Paralelo ao sucesso fonográfico do “Cada Vez + Preto” , o DMN passou a ser convidado para palestrar em escolas, centros comunitários e universidades. Junto a alunos, pais e professores debatiam - e continuam fazendo isso até hoje - os mais diversos temas sobre os problemas que afligem os jovens e a população carente dos bairros periféricos. Como exemplo, podemos citar o Projeto “Rap...ensando a Educação (1993), da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, no qual os grupos DMN e Racionais MC's percorreram cerca de 45 escolas da rede municipal de ensino. No final do ano de 98, após quatro anos sem gravar o grupo lança o CD single de nome: H. Aço (Homem de Aço), com três músicas inéditas. Deste novo trabalho destaca-se a música H. Aço, versão remix produzida e cantada em parceria com Edi Rock, do grupo Racionais MCs. Esta música foi eleita pelos ouvintes do programa Movimento de Rua da rádio Imprensa FM (SP) a melhor música do ano 99. Em 2000, H. Aço concorreu como melhor video clip, na categoria rap do Prêmio Video Music Brasil (MTV) e música do ano no prêmio Hutus. Desta maneira, o DMN vem se afirmando como um dos melhores grupos de rap de todos os tempos. Primeiro pela inovadora produção musical que mistura do Soul de James Brown ao Rock funkeado de Lenny Kravtz e segundo pelo linguajar simples e objetivo das composições aliado ao grau de politização de seus integrantes.

Discografia

                    


Cada Vez + Preto - 1993. 
H. Aço (Homem de Aço) - 1998
Saída de emergência - Novo